
“Ela se foi, ela partiu…Ela resolveu ir e não voltar, ela resolveu finalmente se agradar. Ela era forte como seu nome, Vitória. Ela tinha uma voz gostosa que te hipnotizava, sua risada era contagiante, seus olhos escuros como uma cachoeira de água castanha. Mas ela se foi, e tudo foi com ela…sua perfeição, seus defeitos que à deixavam linda, ela resolveu leva-los com ela e guarda-los à infinitos cadeados. Coração mole, queixo em pé, ela era orgulhosa mas machucada. Tinha um jeito agradável e apaixonante de se intimidar por qualquer coisa, e infelizmente não terei mais o prazer de ficar admirando seu rosto por horas. Não tive oportunidade alguma de demonstrar, ou ao menos dizer, o que ela queria saber e ouvir. Eu a amava, mas a dor a sufocou, e fui burro de ter deixado-a partir. Sinto o perfume dela no travesseiro, mesmo não estando aqui, sinto sua essência. Não consigo sentir a textura dos seus cabelos, apenas seus leves dedos viajando pelo meu cabelo. Sinto falta, dela, de tudo e de todas as coisas que a envolviam, mas simplesmente é tarde, como tudo acaba, acabou a força dela, e ela desmoronou como um castelo de cartas sobre a areia. Eu só queria que ela soubesse, que eu preferia que fosse eu ao lugar dela, que estivesse sentindo a dor, que estivesse sentindo a perda de si. Eu queria ao menos que ela suportasse, e que todo o amor que eu sinto por ela, à desse forças para continuar. Mas não deu, e infelizmente despedidas são tristes, e quando são irreversíveis são trágicas.” De ele, para ela. — Eduarda, N